Fuga de cérebros
O Brasil tem um déficit anual de formação de profissionais que tem se tornado um “buraco sem fundo” e potencializado essa “guerra” entre as empresas para contratar os melhores profissionais, mesmo que isso signifique tirar esse talento do “vizinho”. Essa é a avaliação de Marcelo Nóbrega, âncora do programa Transformação Digital do Grupo Gestão RH.
Ele ainda destaca que essa concorrência se tornou mais difícil no mercado brasileiro por conta da desvalorização do Real, o que tornou as propostas em Euro e Dólar mais atrativas, o que aumentou a “fuga de cérebros”. Por isso, diz ele, uma saída para as empresas do mercado brasileiro tem sido buscar talentos internacionais em países em que a moeda brasileira seja mais forte.
Dados da Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação e de Tecnologias Digitais (Brasscom), os empregos no setor de TIC cresceram 14,4% no ano passado. A média é mais do que o dobro quando se trata de outras áreas nacionalmente. No entanto, vem faltando profissionais para cobrir essa demanda. Por isso, a Brasscom estima que o déficit de profissionais de TI deve chegar a 797 mil até 2025.
“Mesmo com a estratégia de importação de talentos não deve resolver esse déficit. Por isso, precisaria haver no País algo parecido com o que Barack Obama fez nos Estados Unidos, de identificar tecnologia como gargalo e passar a investir pesadamente na formação de pessoas. No Brasil, as empresas poderiam formar consórcios para formar gente, buscar pessoas que nem cogitam trabalhar com TI, ter uma massa em treinamento”, pontua.
