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21/10/2022 (DN) Refeição pode sair mais cara em aplicativos de delivery; veja como economizar




A economia com esse tipo de gasto depende da mudança de hábitos e de algumas estratégias

Diante da correria do dia a dia, os aplicativos de delivery têm se tornado companheiros mais frequentes da rotina e do orçamento. Apesar da comodidade de fazer o pedido em alguns cliques, a conta para comprar uma refeição pode sair mais cara.

De acordo com levantamento feito pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), um prato de comida pedido por meio do iFood, empresa predominante no mercado de delivery brasileiro, é em média 17,5% mais caro do que a mesma comida pedida no salão do restaurante. A pesquisa não considera outros aplicativos.

O maior custo para pedidos em aplicativos é explicado por taxas cobradas pelas empresas aos restaurantes, que costumam aumentar o preço dos produtos para conseguir manter a margem de lucro.

A economia com esse tipo de gasto depende da mudança de hábitos e de algumas estratégias, tanto para recorrer ao delivery menos vezes como para conseguir descontos.

PEDIDOS PELO WHATSAPP 

A analista de marketing Sâmia Martins, de 26 anos, dá preferência a outros canais na hora de pedir comida para casa desde antes da pandemia.

“Eu comecei a perceber que os locais que eu via no aplicativo eram bem perto da minha casa, e eu comecei a fazer testes para comparar preços, pegava o cardápio físico do local e às vezes os preços divergiam. Eu comecei a fazer testes e via que saía alguns reais mais barato, uns dois, três, quatro reais mais barato, e aí eu vi que começava a compensar”, relata.

Com tudo mais claro, o delivery hoje em dia é um luxo reservado para os finais de semana na rotina de Sâmia. E, quando ela pede, costuma mandar mensagens no Whatsapp ou ligar para restaurantes já conhecidos, localizados nas redondezas da sua residência.

Ela avalia que o contato sem intermédio de aplicativos compensa mesmo quando há cobrança de taxa de frete. Ela calcula que a economia chega a até R$ 10 em alguns pedidos.

Se eu economizar uns 5, 6 reais por pedido e faço uns 4 a 5 pedidos por mês de delivery, é como se eu ganhasse um pedido extra no final do mês com o valor que eu economizei. Talvez eu economize uns 20 e poucos, 30 reais. Seria uma pizza extra”
SÂMIA MARTINS
Analista de marketing

Além de optar por outros canais para realizar o pedido, a analista de marketing costuma acompanhar as redes sociais de seus restaurantes favoritos para aproveitar cupons de descontos em datas comemorativas ou comerciais.

DELIVERY NO ORÇAMENTO FINANCEIRO 

É comum que os gastos com delivery assustem no final do mês, principalmente para quem utiliza o cartão de crédito como forma de pagamento. A educadora financeira do DSOP Juliana Barbosa indica que é importante anotar os gastos e entender o comportamento por trás da compra para conseguir manter o controle.

Segundo ela, não há como delimitar uma porcentagem ideal no orçamento que pode ser direcionada para o delivery, já que cada família e pessoa tem uma realidade. Mas esse gasto precisa constar no planejamento mensal.

Tem que entender o que está por trás daquele consumo para entender o porquê daquele consumo, se estou sem tempo, se não gosto de cozinhar, se é cansaço. Depois de entender, delimitar um valor dentro do orçamento. Não posso dizer que seja 10%, 5%, porque cada família tem uma realidade. Mas que seja um orçamento que caiba”
JULIANA BARBOSA
Educadora financeira do DSOP

A educadora financeira destaca que a redução dos gastos com delivery depende diretamente de uma mudança de hábitos e comportamentos. Se os pedidos forem feitos como uma forma de lazer, por exemplo, pode-se tentar reservar esse momento apenas para os finais de semana.

No caso de pessoas que abusam do delivery por falta de tempo na rotina, o planejamento é fundamental.

“Se eu pedi um delivery hoje, eu anoto, se pedir amanhã eu anoto. Para trazer a memória que estou gastando isso. Será que posso separar um domingo para fazer a comida ou contratar alguém que venda congelado para a semana toda?”, sugere.

Para quem não consegue se controlar, apagar os aplicativos de delivery do celular pode ser uma opção. Juliana também sugere estratégias para conseguir economizar no pedido.

“Se a pessoa já está decidida que vai pedir, já delimitou os dias para pedir, é aplicar o filtro para entrega grátis, aplicar cupom de desconto, fazer pesquisas em outros locais. Pode pedir para mais pessoas para economizar no frete. Na empresa pedindo de forma coletiva pode ser mais barato para cada um. É uma estratégia também para tentar economizar”, cita.

DICAS PARA ECONOMIZAR NO DELIVERY 

  • Delimitar um orçamento mensal para esse tipo de gastos.
  • Buscar o preço da refeição entrando em contato diretamente com o restaurante por ligação, Whatsapp ou aplicativo próprio.
  • Aproveitar as promoções disponíveis, mas com moderação, evitando fazer compras desnecessárias simplesmente pelo preço.
  • Utilizar cupons disponibilizados pelas plataformas de delivery. Dependendo do consumo mensal, pode valer a pena participar de clubes de fidelidade.
  • Aplicar filtro de frete grátis na hora de escolher o restaurante para pedir.
  • Comparar preços entre as plataformas. Às vezes, o “frete grátis” em um aplicativo é compensado com um aumento no preço dos produtos.

PEDIDO MAIS CARO NO APLICATIVO

Em nota, o iFood informou que não comentará a pesquisa citada no início desta matéria, “uma vez que não teve acesso ao seu conteúdo e não foi informado sobre a metodologia e os parâmetros aplicados para a realização do estudo”.

“As taxas cobradas pelo iFood são compatíveis – e em muitos casos menores – com os valores cobrados tanto por concorrentes no mercado brasileiro como por pares globais. O iFood investe diariamente em ações, campanhas e soluções que têm por finalidade justamente a redução do preço da alimentação para o consumidor brasileiro. Não há qualquer racionalidade econômica na acusação feita ao iFood”, reforça a plataforma.


Sistema CNDL

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